terça-feira, 20 de agosto de 2013

A civilização romana II
Urbanismo




Já sabemos que a cultura romana teve uma forte influência grega. No entanto, no que respeita ao urbanismo, podemos considerar que foi uma das grandes originalidades romanas. Roma era a cidade modelo que todas as outras deveriam copiar, era o exemplo do império. As cidades deviam seguir o seu modelo político e administrativo, serem organizadas e rigorosamente planeadas. Tinham uma praça pública, denominada fórum, onde se localizavam os edifícios políticos, religiosos e comerciais. Existiam também zonas residenciais e de divertimento (termas, teatros e circos). Estas cidades já possuíam arruamentos, uma vasta rede de esgotos e abastecimento de água feita através de aquedutos.

 A cidade de Timgad, na Argélia é um exemplo perfeito do urbanismo romano.

Extraído de História 7, Texto Editores




 A cidade de Évora, por ser já habitada quando os romanos a conquistaram, tem um traçado de ruas irregular, não obedecendo por isso ao ideal do urbanismo romano.


Extraído de História 7, Texto Editores
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A civilização romana I
Direito



A civilização romana, que atingiu o seu esplendor máximo no tempo de Augusto, deixou marcas em todas as regiões do Império. Influenciados pela cultura grega, os romanos também tiveram a sua originalidade. Ainda hoje usamos o seu alfabeto, o seu sistema numerativo e os seus meses. A sua língua, o latim, deu origem a várias línguas europeias, entre elas o português e influenciou muitas outras.

O Direito terá sido a criação mais original dos romanos, tendo como principal objetivo a administração do Império e a criação de uma sociedade justa, onde o cidadão pudesse usufruir dos seus direitos. Concederam o direito de cidadania a todos os membros do Império. As principais características do Direito romano seriam a exatidão e a firmeza.
Durante o período imperial, o Direito evoluiu e dividiu-se em duas áreas:
Direito Privado-leis que regulavam as relações entre os cidadãos;
Direito Público-leis que regulavam o funcionamento do Estado e as relações entre o Estado e o cidadão.
O Direito Romano, que ainda hoje é estudado em muitas Universidades, garantiu a eficiência administrativa do Império e influenciou a organização política e administrativa dos Estados europeus modernos.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O mundo romano
A hierarquia social e instituições políticas



A população do Império romano dividia-se em dois grupos: os não cidadãos e os cidadãos. Os não cidadãos eram os estrangeiros, os libertos (escravos que conseguiam obter a sua liberdade) e os escravos. Os cidadãos constituíam o povo romano e estavam divididos em classes segundo a riqueza que possuíam. Assim, no topo da hierarquia social surge em primeiro lugar o Imperador, considerado um deus, a quem todos tinham que obedecer. Em segundo lugar da pirâmide social, temos a Ordem Senatorial, composta por grandes proprietários rurais; em terceiro lugar, a Ordem Equestre, onde se enquadravam os comerciantes; a Plebe, composta por camponeses, artificies e outros homens livres, ocupava o quarto lugar na hierarquia social; por último temos os Escravos, mão-de-obra gratuita utilizada na agricultura, minas, obras públicas e trabalhos domésticos. Havia escravos que tinham uma posição social especial, como era o caso dos gregos, que se tornaram pedagogos e que por vezes eram libertados, vindo daí a condição de «libertos».

Octávio César Augusto
Em relação às instituições políticas, temos como primeira forma de governo a Monarquia, passando no séc. VI a.C. para uma República e mais tarde em 27 a.C. inicia-se a época Imperial.
Durante a República o poder estava distribuído pelos Magistrados, Senado e Assembleias ou Comícios.

O Senado era o órgão mais importante, pois tinha a seu cargo a apreciação das propostas de lei, faziam a gestão das finanças públicas, fiscalizavam as ações dos magistrados, nomeavam os governadores das províncias do império e os generais do exército.
Com o Imperador Octávio César Augusto, os poderes do Senado e dos Magistrados, passaram para as suas mãos, dominando assim todos os aspetos da vida política do seu tão grande e vasto Império.

O mundo romano
Conquistas e economia



Roma, cidade situada no Península Itálica, banhada pelo mar Mediterrâneo, tornou-se desde muito cedo (séc. VIII a. C.), um grande povoado com características urbanas. A cidade de Roma, já politicamente organizada numa Monarquia, existe a partir do século VI a.C. No final do século, expulsam o último rei e instalam uma República, tendo como principal objetivo o domínio dos povos vizinhos e apoderar-se do comércio do Mediterrâneo. O domínio romano perante os outros povos foi tão grande, que decidiram chamar ao mar Mediterrâneo «Mare Nostrum», isto é, «o nosso mar».
Durante os sécs. I e II, Roma tornou-se a capital do mais vasto império da Antiguidade.
Durante a expansão do povo romano, na procura e conquista de novos territórios, depararam-se com alguns povos resistentes como por exemplo os cartagineses, que conseguem derrotar nas famosas guerras Púnicas (264-211 a.C. e 149-146 a.C.). Podemos no entanto afirmar, que tiveram sempre a preocupação de integrar os povos dominados, de origens e tradições tão diversas, na cultura romana. O que é que os romanos tinham, que os tornava um povo tão forte e dominador, capaz de submeter culturas tão ricas e evoluídas como a da Grécia e Egito à sua vontade?

 Império Romano - Áreas conquistadas                
Mapa extraído de "Acetato 6", História 7, NOVO CLUBE DE HISTÓRIA 7, Porto Editora
O domínio romano fez-se essencialmente através do seu forte exército, muito bem armado, treinado e disciplinado. Após as conquistas, o exército permanecia nos territórios conquistados para garantir a paz. A chamada pax romana, era uma paz armada, para evitar que os povos conquistados se revoltassem. Outros alicerces deste domínio, seriam a administração, o Direito, a extensa rede de estradas, a língua e os costumes. Na administração, deparamo-nos com Roma dividida em províncias, ligadas entre si pelas famosas vias romanas, que serviam também para ligar a capital do Império aos outros territórios conquistados. Por estas vias circulavam pessoas, bens e ideias. O Direito romano foi aplicado a todo o Império, criando uma unidade jurídica, fazendo com que todos os territórios que integravam o Império, se sujeitassem às suas leis. O latim e os costumes romanos, chegam a todo o lado, divulgados inicialmente pelo próprio exército e mais tarde pelos comerciantes e funcionários romanos.


         Rotas e produtos comerciais no século II                
Mapa extraído de "Acetato 6", História 7, NOVO CLUBE DE HISTÓRIA 7, Porto Editora
Os principais centros económicos situavam-se nas cidades. Era uma economia urbana, comercial e monetária que prosperava graças às muitas vias de comunicação, quer terrestres quer fluviais. Existia um comércio ativo, tendo como principal centro o mar Mediterrâneo.
Os principais produtos comerciais, chegavam ao Império vindos dos territórios conquistados. A abundância de metal vai permitir uma maior cunhagem de moeda e facilitar as trocas comerciais. Na parte Ocidental do Império, desenvolveram-se as atividades agropecuárias, terras trabalhadas essencialmente por escravos, o que nos permite dizer que a economia romana também foi esclavagista, porque utilizou mão-de-obra escrava.